AI,UI,UX, WTF?

Quantos aplicativos você já instalou no seu smartphone ou tablet? E quantos foram desinstalados assim que você os abriu pela primeira vez porque eram confusos, difíceis de manusear ou simplesmente desagradáveis? Talvez o conteúdo era fraco, a interface não era bonita mas, arrisco dizer, o mais provável é que a falha estava na usabilidade.

Os termos: UX Design, User Experience (UI), design de interação, arquitetura de informação (AI) referem-se justamente à experiência do usuário ao manipular e ler sua publicação digital. Não à toa, estão em grande evidência atualmente. A avaliação da experiência do usuário analisa como o leitor vivencia o contato com a sua revista e seu conteúdo e é de grande importância no sucesso da sua publicação.

Uma das afirmações levantadas é a de que a expectativa do usuário no uso de artefatos digitais tende a seguir a maneira como a mesma experiência é vivida com objetos reais. A tendência natural do leitor, segundo uma pesquisa de Dan Mauney, diretor de Pesquisas e Fatores Humanos da HumanCentrica, é idêntica independente da cultura. Mauney pediu que 40 pessoas em 9 países executassem 28 ações para completar objetivos comuns em interfaces sensíveis ao toque digital. Os resultados entre os países foram muito parecidos. Isso indica que a tendência do movimento não é aprendida, ela é uma conclusão empírica a partir do movimento que as pessoas executam com objetos tridimensionais. Ainda que a amostra seja pequena, o resultado nos deixa algo para pensar.

Por outro lado, as interações e possibilidades exclusivas de dispositivos digitais surpreendem e diferenciam. É cada vez mais abrangente a experiência do leitor, principalmente os mais novos. Já vi uma criança pequena “clicando” na capa de livro impresso na tentativa que a historinha se iniciasse.

Os flipbooks, inicialmente populares nas publicações digitais de revistas e livros, com sua simulação do movimento do papel de uma revista impressa (até mesmo com som) se tornaram obsoletos. E com a intimidade crescente das pessoas com os aparelhos digitais, parecem cópias imperfeitas de impressos e não convencem mais.

Ainda que os gestos de interação sejam intuitivos, e tenham base em movimentos físicos, as publicações digitais já não são aceitas como uma representação das impressas. Elas têm formato próprio e o leitor já espera dela uma apresentação coerente com essa sua natureza.

A medida está, então, no equilíbrio entre interatividade, formato digital e repertório do leitor.

Muita interação pode prejudicar, quebrar a leitura e cansar o leitor. A Revista Katachimag, por exemplo, é uma fantástica publicação do ponto de vista do design e abusa das possibilidades digitais. Muitos amam, mas outros nem tanto, já que ela exige um envolvimento e interpretação grande do leitor, que tem que “descobrir” como lidar com ela.

É sempre bom lembrar que o leitor da sua publicação não é você mesmo e a experiência do usuário pode ser muito diferente da sua. O perfil do usuário ou leitor é muito importante.

O título deste texto, “roubei” de uma entrevista concedida por Érico Fileno à Revista Clichê que você pode ler clicando aqui. Esse e inúmeros outros artigos aparecem como resultado se você fizer uma busca na internet com os termos “ux design”, design de interação ou usabilidade de aplicativos.

A revista Katachimag você pode conhecer nesse link.

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